SERENIDADE, MATURIDADE E CONSCIÊNCIA: ALICERCES DA LIDERANÇA (PRIMEIRA PARTE)

Escrevo sobre aviação e temas ligados à gestão inovadora há muito tempo, e confesso que acho interessante o fascínio que a tecnologia aeronáutica exerce sobre a maior parte das pessoas , em especial os mais jovens. Existe uma tendência natural que leva a maior parte dos leitores a acreditar que equipamentos sofisticados se constituem na panaceia para todos os problemas do mundo moderno, particularmente no cenário bélico.

Mas é preciso que se faça  um contraponto bastante honesto sobre este senso comum.
Fato é, estes artefatos realmente catalisam muitas reações, mas o cerne de tudo o que dá certo ou errado continua sendo o ser humano. É através da mente sapiens que alcançamos nossas maiores realizações. Não adianta gastar bilhões de dólares no melhor avião, num míssil ultra rápido ou na bomba mais precisa se o pessoal que opera toda esta tecnologia está aquém de sua capacidade – em especial os líderes de todos os níveis que vão coordenar os esforços desses engenhos caríssimos.

E é sobre os atributos basilares desta liderança que vou falar hoje plavix generic.
O primeiro deles é a serenidade. Por esta característica se entende a capacidade do líder permanecer tranquilo, em paz consigo mesmo, agindo com calma e mantendo o sangue frio em qualquer situação. Em minha carreira militar conheci alguns chefes que, apesar do profundo conhecimento técnico que tinham de suas atividades, jamais chegaram ao patamar de líderes porque eram destemperados, perdiam o controle de seus atos e se deixavam conduzir por suas emoções. Aprendi com eles que o fígado é péssimo conselheiro para as situações de extrema pressão profissional…

Um líder militar que aspire a este título precisa ter um cérebro frio e metódico que o conduza sempre a tomar a decisão que mais favoreça os interesses de seu país mas, paradoxalmente, sem jamais perder a compaixão, pois desta forma evitará o sacrifício desnecessário de tropas e o impacto negativo sobre a população civil . E como esta decisão às vezes é única em meio a um cabedal de opções sedutoras (mas erradas), este homem deve estar em completa comunhão com os fatos, ser escravo da realidade e jamais se deixar influenciar por baixas paixões.
Sereno, austero e equilibrado, este comandante saberá extrair a máxima performance dos recursos humanos e materiais que o Estado lhe confia.

No caso específico da aviação militar , já ficou mais do que provado que nem sempre a Força Aérea detentora do melhor avião sagra-se vencedora num conflito, pertencendo os louros da vitória muitas vezes àquela aviação de combate que tem o plantel de líderes os quais , serenamente atentos, melhor conseguem tirar proveito das oportunidades que a batalha oferece.
Em nosso próximo post abordaremos a importância da maturidade para a liderança.

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O artigo de hoje é dedicado a memória de Sir Hugh Dowding (foto acima), o fleumático Marechal do Ar britânico que , embora possuindo menos aviões , impôs uma derrota acachapante aos seus adversários alemães na Batalha da Inglaterra no verão de 1940. Dowding é o exemplo perfeito e acabado de serenidade imperturbável em batalha.

Leia também :

http://www.robinsonfarinazzo.com.br/serenidade-maturidade-e-consciencia-alicerces-da-lideranca-segunda-parte/

Conheça mais um pouco do trabalho de Dowding assistindo as cenas do filme “A batalha da Grã Bretanha”, e aproveite para apreciar a excelente trilha sonora de Ron Goodwin.

 

 

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