O CHEFE PAPAI SABE TUDO: AQUELE QUE SÓ DESCONHECE A REALIDADE.

“Os números realmente não mentem. Mas ajudam os mentirosos a contarem suas lorotas “

(Autor desconhecido)

Há duas realidades com as quais você fatalmente vai se deparar no mundo corporativo (se é que já não deu de frente com alguma delas ainda):

1- O pavor que as organizações tem de tudo o que é novo e

2- O chefe papai sabe tudo. E é justamente esta entidade folclórica que iremos abordar no post de hoje.

Todo empreendimento , seja ele público ou privado, tem um ou mais funcionários (geralmente em posição de chefia) que vive às voltas com planilhas, gráficos e estatísticas que ele domina como ninguém. É o chefe-papai-sabe-tudo. Basta que lhe apresentem um fato e lá vem uma enxurrada de informações (em geral na forma de números e que só ele detém). O problema é que estes números, embora corretos não fornecem um entendimento preciso do quadro geral da situação. Números carecem de sensibilidade.

Vou dar um exemplo bem típico deste comportamento. Durante a fase americana da guerra do Vietnam (1961-1975), havia uma filosofia de combate chamada “body count” (contagem de corpos) onde o que importava era quantos vietnamitas os soldados americanos matavam em cada batalha. Os generais americanos se orgulhavam de mostrar estas estatísticas à imprensa, pois os números sempre eram favoráveis ao Tio Sam. Mas no final eles perderam a guerra, simplesmente porque não entenderam que o que realmente tinha importância eram outras coisas bem além da contagem de corpos visit the site.

E principalmente, que esta matança indiscriminada acabaria por colocar a própria opinião pública contra eles nos EUA.

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A postura adotada pelos dirigentes americanos nesta guerra foi típica do autocrata que sabe tudo, mas ignora a realidade. Em geral, este tipo de profissional usa seu arsenal de conhecimentos para desqualificar os argumentos de quem pensa em contrário ou para demonstrar superioridade ao interlocutor.

Esta (má) estratégia de chefiar funcionou bem durante muito tempo porque a filosofia vigente nas organizações era a do “eu mando e você obedece”. Eram os anos do chefe onisciente, onipresente e onipotente , com ares de infalibilidade papal ! Mas agora os tempos são outros, vivemos numa época de informação compartilhada, onde o que conta é a cooperação e o multilateralismo. Na era das redes sociais, o que conta não é quem sabe mais, e sim quem tem um bom relacionamento com a máxima quantidade possível de pessoas, as quais lhe fornecerão um quadro claro da situação.

Portanto, se Você tem um chefe nos moldes criticados neste post, procure aprender com os erros dele .  Não seja para as pessoas aquilo que não deseja para si.

Mas e se Você tomou consciência de que vem agindo a anos como o típico chefe papai-sabe-tudo ? Calma, não é hora de cortar os pulsos. Também não adianta mudar radicalmente da noite para o dia, pois soa a falsidade. Mas Você pode, paulatinamente:

1- Ouvir mais as pessoas, diminuindo gradativamente a importância que atribuía às estatísticas;

2- Tornar as suas reuniões mais produtivas do ponto de vista de apresentação de soluções;

3- Estabelecer uma comunicação multilateral onde predomine o respeito e a diversidade de idéias ;

4- Abandonar as posturas do tipo “vocês não sabem nada”, “isto está um lixo” e outras condutas negativas e

5- Por fim, Você precisa percorrer o chão de fábrica. Vá ao encontro de seu pessoal, conheça toda a cadeia produtiva, ouça as pessoas. Converse com elas. Veja bem eu disse para conversar com elas, não para doutriná-las.

A produtividade agradece !!!

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