FORMAR SUCESSORES: O DRAMA DA AVIAÇÃO NAVAL JAPONESA NA GUERRA

“Quem planeja a curto prazo deve cultivar cereais; a médio prazo deve plantar árvores; a longo prazo, educar homens.”
                                                                                                                                                       Kwantsu

Durante a Segunda Guerra Mundial, em meados de 1942, a Marinha Imperial Japonesa dominava o Oceano Pacífico. Conseguira este feito principalmente graças à qualidade técnica  de seus pilotos navais.

Uma elite militar altamente treinada e detentora de enorme experiência de voo, estes aviadores foram fundamentais no ataque japonês à base americana de Pearl Harbour, bem como na subsequente conquista do arquipélago das Filipinas e o afundamento dos principais navios da Marinha Real Britânica no Oceano Índico.

Tudo indicava que esta força aeronaval era imbatível, mas em junho de 1942 o Japão sofre uma derrota catastrófica na ilha de Midway contra os americanos e a maré da guerra vira a favor destes últimos. Depois desse embate, a Marinha Japonesa colecionou uma derrota atrás da outra e nunca mais foi a mesma. O Japão perderia a guerra três anos depois.

Muita coisa contribuiu para isto e existem excelentes livros, filmes e documentários para quem deseja se aprofundar no tema,  mas vamos focar num aspecto importantíssimo: a incapacidade de Marinha Imperial Japonesa em formar uma nova geração de pilotos que repusesse as perdas que teve nas batalhas anteriores. Não houve uma sucessão à altura daquela cepa de homens brilhantes e os resultados advindos foram todos de baixa eficácia.

Sua contraparte, a Marinha dos EUA (US Navy) nunca teve pilotos tão experientes na mesma profusão que os japoneses, mas em pouco tempo conseguiria repor suas perdas com muito mais aviadores os quais, na média, davam conta do recado. Ou seja, para entender, embora  o Japão tivesse uma quantidade maior de pilotos nota 10,  a  nota média dos seus  aviadores ficava em 4 . No contraponto, os americanos tinham menos excelências, mas sua nota média ficava em 8.

Qual a principal lição que podemos tirar desta história ?

Ela ensina que não adianta Você ter um quadro de profissionais maravilhosos a sua disposição se, no médio e longo prazo, eles não conseguirem transmitir conhecimentos e formar sucessores habilitados a continuar o negócio. É  preferível manter um portfólio menos ambicioso de pessoal e destinar tempo, recursos e expertise para instruir a geração  que irá tocar o empreendimento no futuro.

Para ilustrar, deixamos Vocês com um trailer do filme “Tora Tora Tora”, uma  excelente demonstração da capacidade profissional da Marinha Imperial Japonesa no ataque à base americana de Pearl Harbour nas Ilhas Havaí.

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Veja o vídeo do ataque a Pearl Harbour:

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