FORMANDO EXECUTIVOS – OS ACERTOS DA MARINHA

Recrutar, treinar e aperfeiçoar o quadro de profissionais aptos a dirigir uma organização é um desafio para qualquer entidade, seja ela de natureza pública ou privada, de molde civil ou militar. As dificuldades se avolumam à medida que estes operadores ascendem a estágios mais elevados na carreira, pois cada vez se torna maior a abrangência e o impacto de suas decisões junto à instituição. Um erro destas pessoas custa tempo, dinheiro e, em alguns casos, vidas.

Estes problemas não são diferentes nas modernas marinhas de guerra – mas a sua solução sim. E por incrível que pareça, ela já existe a centenas de anos: trata-se da figura do Imediato do navio (segundo o dicionário: seguido, logo depois, consecutivo, próximo, contíguo). Este oficial é quem se segue ao Comandante em caso de impedimento ou ausência do mesmo.

Na prática, existe uma divisão de trabalho muito inteligente entre estes dois profissionais: enquanto o Comandante está preocupado com os aspectos estratégicos ou de cumprimento de missão de seu navio, esquadrão ou batalhão, ao Imediato cabe proporcionar as condições administrativas e materiais para que isto transcorra sem percalços.

Se fizer um bom trabalho, o Imediato aliviará a carga de seu Comandante, deixando-o tranquilo para tomar as decisões cruciais ao andamento do navio ou equivalente. O Imediato eficiente é um fator positivo de governabilidade, dirigibilidade e estabilidade para o Comando.

070326-N-4716P-006 PACIFIC OCEAN (March 26, 2007) - Lt. John Connally, communications officer; Lt. Cdr. Carlos Muooz, assistant operations officer; Lt. Francisco Jimenez, Mexican navy communications officer and the executive officer aboard ARM Usumacinta (A 412), discuss the communications plan for upcoming flight operations exercise. The amphibious assault ship USS Tarawa (LHA 1), along with the Usumacinta conducted a passing exercise (PASSEX) while training together off the coast of Mazatlan. U.S. Navy photo by Chief Mass Communication Specialist Gabe Puello (RELEASED)

É ele quem conduz as reuniões diárias onde se disseminam as ordens do Comandante (chamadas no jargão naval de “parada”). Também verifica o andamento destas ordens, providenciando condições/correções e orientações para o adequado cumprimento das mesmas. Um bom Imediato poupa o tempo e evita aborrecimentos desnecessários ao Comandante. Quando existe compatibilidade entre ambos, é enorme o efeito sinérgico.

Em adição a tudo isto, há uma grande vantagem para a Marinha: enquanto auxilia seu Comandante, o Imediato aprende a comandar. E estará pronto a assumir esta responsabilidade quando chegar a sua vez.

A Marinha já faz uso deste eficiente modelo de administração a tempo suficiente para ter percebido que, via de regra, bons imediatos se saem muito bem quando se tornam Comandantes. Ela praticamente foi pioneira no moderno conceito de “On Job Training” !

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Veja um pouco do trabalho de um Imediato assistindo um trecho do filme “Maré vermelha”:

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