CONFLITO FALKLANDS/MALVINAS: DO DESNECESSÁRIO AO ESSENCIAL – FALKLANDS / MALVINAS CONFLICT: FROM UNNECESSARY TO THE ESSENTIAL

“Lembro quando a Rainha Vitória disse certa vez:

-Falhar ? Esta possibilidade não existe!”

(Margareth Thatcher em entrevista sobre a Guerra das Falklands /Malvinas)

 

A malograda tentativa de ocupação militar das Ilhas Falklands/Malvinas pela Junta Militar que governava a Argentina em 1982 completa 35 anos neste domingo, 02 de abril. Chefiada pelo General Leopoldo Galtieri, a Junta cometeu diversos erros, sendo o principal deles uma avaliação errônea da reação do oponente britânico, o qual, após uma violenta campanha militar em que se saiu vitorioso, mantém as ilhas até hoje.

A guerra era desnecessária por diversos motivos, dentre eles o fato de que estavam em andamento conversações entre os governos da Argentina e do Reino Unido, negociações estas que, embora lentas, tinham lá suas possibilidades (por mínimas que fossem) de êxito. E, se não tivessem, ninguém morreria por isso.

Fundamentalmente, o conflito ocorreu porque a Argentina se encontrava sob uma ditadura brutal, a qual gastava inacreditáveis 7% do PIB daquele país em despesas militares e acreditava primordialmente em soluções de força (recorde-se que só a mediação do Papa João Paulo II evitara sua guerra com o vizinho Chile em 1978).

Mas, como tudo tem dois lados, o conflito das Falklands/Malvinas acabou tendo um único mérito: apressou a democratização da Argentina, varrendo a desastrada Junta da Casa Rosada e trazendo de volta o Estado Democrático de Direito. Continuou sendo desnecessária, mas foi essencial para catalisar estas reações.

Um contraponto muito triste disso é que tornou bem distante a possibilidade de um dia a Argentina reaver o controle das ilhas.

Mas sua narrativa é plena de lições políticas, militares e diplomáticas. Essa guerra alterou em muito a filosofia de construção naval, propôs novos rumos à aviação embarcada e consolidou definitivamente o emprego de sistemas avançados de detecção de ameaças e uso de guerra eletrônica.

Nas próximas semanas, vamos publicar vários artigos aqui no site e em diversos outros veículos de comunicação, visando estimular o debate deste tema que, por ter entre seus protagonistas um de nossos vizinhos mais importantes (a Argentina), continua a provocar acaloradas polêmicas entre os brasileiros.

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Assista também nosso vídeo com a análise da Guerra das Malvinas:

Now the English version

“I remember when Queen Victoria once said:

-Failing? This possibility does not exist! “

(Margaret Thatcher in an interview on the Falklands/Malvinas War)

 

The attempted military occupation of the Falklands / Malvinas Islands by the Military Junta that governed Argentina in 1982 turns 35 on Sunday, April 2. Headed by General Leopoldo Galtieri, the Junta made several mistakes, the main one being an erroneous assessment of the reaction of the British opponent, who, after a violent military campaign in which he was victorious, maintains the Islands to this day.

The war was unnecessary for a number of reasons, including the ongoing talks between the governments of Argentina and the United Kingdom, which, although slow, had their chances (however few) of success. And if they did not, no one would die for it.

Fundamentally, the conflict occurred because Argentina was under a brutal dictatorship, which spent unbelievable 7% of that country’s GDP on military expenditures and believed primarily in solutions of force (remember that only the mediation of Pope John Paul II avoided his War with neighboring Chile in 1978).

But, since everything has two sides, the Falklands / Malvinas conflict ended up having a single merit: it hastened the democratization of Argentina, swept the Military Junta of the Casa Rosada and brought back the Democratic State of Law. It remained unnecessary, but it was essential to catalyze these reactions.

A very sad counterpoint to this is that it has made it very distant for Argentina to regain control of the islands one day.

But his narrative is full of political, military and diplomatic lessons. This war has greatly altered the philosophy of shipbuilding, proposed new routes to the aviation embarked and definitively consolidated the use of advanced systems of detection of threats and use of electronic warfare.

In the coming weeks, we will publish several articles here on the site and in several other media, aiming to stimulate the debate on this topic, which, as one of our most important neighbors (Argentina), is one of the protagonists, continues to provoke heated controversy among Brazilians.

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3 Comments

  1. Muito interessante a reflexão! Uma das motivações do Gen Galtiere para invadir as Malvinas não foi unir o povo argentino em prol de uma antiga aspiração nacional em um momento crítico de rejeição ao governo dele?

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