COMANDO É SOLIDÃO, MAS NÃO PODE SER SOLITÁRIO

Tendo trabalhado muitos anos para a Marinha do Brasil, tive a grata satisfação de conviver com excelentes profissionais. Estas pessoas, civis e militares, praças e oficiais, mulheres e homens, me ensinaram muita coisa importante.

Na medida do possível, procuramos compartilhar estas lições de trabalho (e de vida) com os leitores de nossa coluna. E hoje o tema escolhido é o Comando.

Muito se diz sobre a solidão do Comandante, e isto seguramente não é uma falácia.  A explicação para isto é que, embora esteja sempre rodeado de assessores e tenha à sua disposição um Estado Maior que o aconselha sobre os mais diversos assuntos, no exato momento de decidir o Comandante está sozinho. E isto se deve ao fato de que a responsabilidade não pode ser delegada, ou seja, o Comandante simplesmente não tem como fugir do enorme  compromisso institucional que o cargo lhe impõe.

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Porém, vamos explicitar as diferenças: embora o exercício do Comando seja sinônimo de solidão, o Comandante não pode ser um solitário. Ele deve reunir as pessoas a sua volta para ouvi-las, conversar com elas, estimular o debate. Precisa se acostumar a receber pontos de vista diversos do seu, conviver com filosofias de trabalho diferentes e assimilar novas práticas.

Isto só se consegue na medida em que ele se socializa, se integra, entende o ambiente de seu Comando e tira o melhor desempenho das circunstâncias que lhe são apresentadas.

Comandantes, CEOs, Presidentes e demais dirigentes entendem perfeitamente que o momento de solidão de suas decisões faz parte da liturgia do cargo. Mas também compreendem que somente serão bem sucedidos neste mesmo cargo se não forem solitários nos demais momentos.

Não se isole Comandante!

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