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quarta-feira, Abril 25, 2018
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SERENIDADE, MATURIDADE E CONSCIÊNCIA: ALICERCES DA LIDERANÇA (PRIMEIRA PARTE)

Escrevo sobre aviação e temas ligados à gestão inovadora há muito tempo, e confesso que acho interessante o fascínio que a tecnologia aeronáutica exerce sobre a maior parte das pessoas , em especial os mais jovens. Existe uma tendência natural que leva a maior parte dos leitores a acreditar que equipamentos sofisticados se constituem na panaceia para todos os problemas do mundo moderno, particularmente no cenário bélico.

Mas é preciso que se faça  um contraponto bastante honesto sobre este senso comum.
Fato é, estes artefatos realmente catalisam muitas reações, mas o cerne de tudo o que dá certo ou errado continua sendo o ser humano. É através da mente sapiens que alcançamos nossas maiores realizações. Não adianta gastar bilhões de dólares no melhor avião, num míssil ultra rápido ou na bomba mais precisa se o pessoal que opera toda esta tecnologia está aquém de sua capacidade – em especial os líderes de todos os níveis que vão coordenar os esforços desses engenhos caríssimos.

E é sobre os atributos basilares desta liderança que vou falar hoje plavix generic.
O primeiro deles é a serenidade. Por esta característica se entende a capacidade do líder permanecer tranquilo, em paz consigo mesmo, agindo com calma e mantendo o sangue frio em qualquer situação. Em minha carreira militar conheci alguns chefes que, apesar do profundo conhecimento técnico que tinham de suas atividades, jamais chegaram ao patamar de líderes porque eram destemperados, perdiam o controle de seus atos e se deixavam conduzir por suas emoções. Aprendi com eles que o fígado é péssimo conselheiro para as situações de extrema pressão profissional…

Um líder militar que aspire a este título precisa ter um cérebro frio e metódico que o conduza sempre a tomar a decisão que mais favoreça os interesses de seu país mas, paradoxalmente, sem jamais perder a compaixão, pois desta forma evitará o sacrifício desnecessário de tropas e o impacto negativo sobre a população civil . E como esta decisão às vezes é única em meio a um cabedal de opções sedutoras (mas erradas), este homem deve estar em completa comunhão com os fatos, ser escravo da realidade e jamais se deixar influenciar por baixas paixões.
Sereno, austero e equilibrado, este comandante saberá extrair a máxima performance dos recursos humanos e materiais que o Estado lhe confia.

No caso específico da aviação militar , já ficou mais do que provado que nem sempre a Força Aérea detentora do melhor avião sagra-se vencedora num conflito, pertencendo os louros da vitória muitas vezes àquela aviação de combate que tem o plantel de líderes os quais , serenamente atentos, melhor conseguem tirar proveito das oportunidades que a batalha oferece.
Em nosso próximo post abordaremos a importância da maturidade para a liderança.

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O artigo de hoje é dedicado a memória de Sir Hugh Dowding (foto acima), o fleumático Marechal do Ar britânico que , embora possuindo menos aviões , impôs uma derrota acachapante aos seus adversários alemães na Batalha da Inglaterra no verão de 1940. Dowding é o exemplo perfeito e acabado de serenidade imperturbável em batalha.

Leia também :

http://www.robinsonfarinazzo.com.br/serenidade-maturidade-e-consciencia-alicerces-da-lideranca-segunda-parte/

Conheça mais um pouco do trabalho de Dowding assistindo as cenas do filme “A batalha da Grã Bretanha”, e aproveite para apreciar a excelente trilha sonora de Ron Goodwin.

 

 

PALESTRA DE JUNHO: FORMANDO EQUIPES VITORIOSAS EM AVIAÇÃO

10 CONSELHOS PARA QUEM DESEJA INGRESSAR NA VIDA MILITAR

10 CONSELHOS PARA QUEM DESEJA INGRESSAR NA VIDA MILITAR

 

1- Aperfeiçoe-se muito e sempre, tanto no preparo físico quanto nos aspectos intelectuais. Tenha um espírito forte e bravo, mas reconheça suas fraquezas e procure melhorar naquilo que não desempenha bem;

2- Trate muito bem as pessoas ao seu redor. Proporcione dignidade a quem Você chefia e inspire confiança a seus chefes. Ouça todo mundo com atenção, mas não cometa o erro primário de tentar agradar a todos o tempo todo, pois este é o caminho seguro para o fracasso;

3- Lembre-se das pesadas responsabilidades que incidem sobre os ombros do seu Comandante, um ser humano igual a Você. Faça todo o possível ao seu alcance para auxiliá-lo em sua árdua tarefa de comandar;

4- Substitua a palavra “problema” por “desafio”, encare as dificuldades com otimismo e veja todo novo dia como uma oportunidade de melhorar o ambiente ao seu redor. Tenha brilho nos olhos;

5- Entenda que Você não faz tudo o que quer, mas sim, tudo o que pode. Logo, desenvolva o seu discernimento no sentido de entender que há limites humanos, temporais,  materiais e legais para implantar aquilo que Você entende como correto;

6- Da mesma forma, as pessoas sob suas ordens não fazem o que Você quer que elas façam, nem o que elas querem fazer – elas fazem o que sabem fazer. Assim sendo, invista na instrução e preparo delas para que saibam desempenhar as suas funções com a maior correção possível;

7- Respeite as limitações das pessoas e busque o melhor delas para sua instituição, lembre-se de que, se devidamente motivado, todo mundo pode contribuir com algo de positivo para o grupo;

8- Jamais discrimine quem quer que seja, não faça pré-julgamentos e nem dê tratamento diferenciado a menor às pessoas que não lhe despertam simpatias;

9- Tenha a consciência de que é o sofrido povo brasileiro quem paga seu salário e o caríssimo equipamento militar que Você usa. Desta forma, faça por merecer o primeiro e conserve muito bem o segundo e;

10- Se a vida lhe proporcionar a graça – e o País lhe oferecer a oportunidade –  de comandar, tenha como base que o objetivo fundamental da liderança é trazer prosperidade ao seu entorno. Assim sendo, desenvolva o dom de melhorar as coisas ao seu redor, tornando mais produtiva e feliz a vida das pessoas que lhe são confiadas. As três  grandes perguntas que um chefe deve fazer a si mesmo antes de tomar uma decisão são:

– Ela atende ao interesse público?

– As pessoas estarão vivendo melhor depois desta decisão?

– Que tipo de ser humano eu serei depois de haver decidido desta maneira?

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http://www.robinsonfarinazzo.com.br/formando-executivos-os-acertos-da-marinha/

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Veja a seguir um excelente vídeo sobre as mulheres e os homens que compõem as Forças Armadas do Brasil :

 

 

FORMANDO EXECUTIVOS – OS ACERTOS DA MARINHA

Recrutar, treinar e aperfeiçoar o quadro de profissionais aptos a dirigir uma organização é um desafio para qualquer entidade, seja ela de natureza pública ou privada, de molde civil ou militar. As dificuldades se avolumam à medida que estes operadores ascendem a estágios mais elevados na carreira, pois cada vez se torna maior a abrangência e o impacto de suas decisões junto à instituição. Um erro destas pessoas custa tempo, dinheiro e, em alguns casos, vidas.

Estes problemas não são diferentes nas modernas marinhas de guerra – mas a sua solução sim. E por incrível que pareça, ela já existe a centenas de anos: trata-se da figura do Imediato do navio (segundo o dicionário: seguido, logo depois, consecutivo, próximo, contíguo). Este oficial é quem se segue ao Comandante em caso de impedimento ou ausência do mesmo.

Na prática, existe uma divisão de trabalho muito inteligente entre estes dois profissionais: enquanto o Comandante está preocupado com os aspectos estratégicos ou de cumprimento de missão de seu navio, esquadrão ou batalhão, ao Imediato cabe proporcionar as condições administrativas e materiais para que isto transcorra sem percalços.

Se fizer um bom trabalho, o Imediato aliviará a carga de seu Comandante, deixando-o tranquilo para tomar as decisões cruciais ao andamento do navio ou equivalente. O Imediato eficiente é um fator positivo de governabilidade, dirigibilidade e estabilidade para o Comando.

070326-N-4716P-006 PACIFIC OCEAN (March 26, 2007) - Lt. John Connally, communications officer; Lt. Cdr. Carlos Muooz, assistant operations officer; Lt. Francisco Jimenez, Mexican navy communications officer and the executive officer aboard ARM Usumacinta (A 412), discuss the communications plan for upcoming flight operations exercise. The amphibious assault ship USS Tarawa (LHA 1), along with the Usumacinta conducted a passing exercise (PASSEX) while training together off the coast of Mazatlan. U.S. Navy photo by Chief Mass Communication Specialist Gabe Puello (RELEASED)

É ele quem conduz as reuniões diárias onde se disseminam as ordens do Comandante (chamadas no jargão naval de “parada”). Também verifica o andamento destas ordens, providenciando condições/correções e orientações para o adequado cumprimento das mesmas. Um bom Imediato poupa o tempo e evita aborrecimentos desnecessários ao Comandante. Quando existe compatibilidade entre ambos, é enorme o efeito sinérgico.

Em adição a tudo isto, há uma grande vantagem para a Marinha: enquanto auxilia seu Comandante, o Imediato aprende a comandar. E estará pronto a assumir esta responsabilidade quando chegar a sua vez.

A Marinha já faz uso deste eficiente modelo de administração a tempo suficiente para ter percebido que, via de regra, bons imediatos se saem muito bem quando se tornam Comandantes. Ela praticamente foi pioneira no moderno conceito de “On Job Training” !

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Veja um pouco do trabalho de um Imediato assistindo um trecho do filme “Maré vermelha”:

SERVE PARA TODOS : A MENTE ESTRATÉGICA DE UM COMANDANTE

 

Embora as razões possam ter naturezas diferentes, os princípios (corretos) que norteiam as decisões tomadas por um comandante que vence  batalhas  tem aplicabilidade para qualquer pessoa que se proponha a atingir um objetivo.

E, por incrível que pareça, a primeira preocupação que  o comandante tem ao buscar a vitória em batalha é justamente a de não perdê-la. Trata-se de construir  mecanismos que vão proporcionar uma segurança muito grande para a execução de suas decisões. Eles permitem que ele não erre antes de começar a acertar.

Para facilitar este entendimento, vamos exemplificar com uma decisão de batalha e depois trazê-la para  as dificuldades de um jovem que encara os desafios do vestibular.

Em junho de 1944, os Estados Unidos e seus aliados decidiram invadir as praias da Normandia , na França que se encontrava sob controle dos exércitos de Hitler (veja o vídeo abaixo). Havia uma preocupação enorme  no sentido de que os tanques de guerra alemães poderiam atacar os soldados aliados , ocasionando um massacre.  Para eliminar  esta possibilidade, o comandante norte-americano, General Dwight Eisenhower, ordenou que milhares de paraquedistas  saltassem atrás das linhas alemãs e bloqueassem o caminho dos tanques inimigos  para a praia. Funcionou muito bem, os aliados venceram a guerra 11 meses depois e Eisenhower acabou por se tornar o 34º presidente dos EUA dali a poucos anos.

Resultados sensacionais, mas note que antes de vencer completamente, ele traçou estratégias que lhe davam razoável garantia de que não seria derrotado.

 

Agora vamos trazer este sucesso para o dia a dia ?

Todos os anos se repete, em dias de exame de vestibular ou concurso público, a triste história daquele jovem que se preparou por muito tempo para a prova decisiva e , no entanto, é reprovado porque chegou atrasado ou esqueceu um documento . Na ânsia de buscar sua vitória (a aprovação no exame), ele não se preocupou com a possibilidade de ser derrotado antes mesmo de começar a lutar – isto é , nem poder fazer  a prova.

Na guerra e na vida, a primeira preocupação do comandante (ou de qualquer decisor) é criar condições favoráveis para a vitória – não deixar que ela escape por entre seus  dedos.

Porque  só temos chances de vencer se permanecermos no jogo.

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Assista o trailer de “ O resgate do soldado Ryan”, de Steven Spielberg, um dos mais belos filmes já feitos sobre o desembarque na Normandia:

 

AS MÃES DE SAIGON

A vida era muito difícil em Saigon, capital do Vietnam do Sul  naquele dramático abril de 1975. O exército Norte Vietnamita se mobilizava para tomar de assalto a grande cidade, submetendo a mesma à constantes bombardeios, os quais por sua vez eram respondidos pela contra bateria de seus oponentes sulistas. Como em todas as guerras, no meio deste fogo cruzado estava a indefesa população civil.

No dia 3 de abril, o Presidente dos EUA, Gerald Ford, anunciou que o governo de seu país evacuaria os órfãos vietnamitas de Saigon. Havia várias razões para isto, mas uma delas era que algumas dessas crianças eram filhas de soldados americanos com moças vietnamitas, e seu futuro poderia não ser muito auspicioso num Vietnam unificado sob bandeira comunista. A execução da retirada seria conduzida pela Força Aérea dos EUA (USAF) e recebeu o nome de Operação Babylift.

Em termos logísticos, a operação foi desafiadora . Logo no primeiro dia da mesma, um enorme jato Lockheed C-5A Galaxy caiu num arrozal próximo ao aeroporto de Tan Son Nhat, em Saigon. Dos seus 328 ocupantes, 155 pereceram, a maior parte crianças. Mesmo vinda de um cenário onde só proliferavam tragédias, esta história comoveu o mundo.

Sapatinho gasto de um órfão evidencia as dificuldades pelas quais passaram essas crianças

Sapatinho gasto de um órfão evidencia as dificuldades pelas quais passaram essas crianças

 Uma das conseqüências imediatas deste acidente foi a decisão da  USAF em manter toda a frota de C-5 no solo por razões de segurança até esclarecer as causas do acidente. A tarefa de evacuar as crianças foi então confiada a aviões de menor capacidade (C-141 Starlifter e C-130 Hercules). Estas aeronaves , para  conseguir atingir o mesmo volume de refugiados transportados que os C-5, precisariam realizar uma quantidade maior de vôos, o que por sua vez congestionou as pistas de pouso/decolagem e sobrecarregou os pilotos e o pessoal de manutenção. A Força Aérea fez o que pode, conforme pode ser visto na foto abaixo:

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Isto posto , conclui-se que seria necessário um tempo maior que o previsto para retirar todos os órfãos do Vietnam, mas a guerra não esperaria e muitos deles poderiam vir a  falecer neste ínterim. Tendo tomado conhecimento disto, o empresário americano Robert Macauley hipotecou a própria cada para alugar um Boeing 747 da companhia aérea PAN AM, conseguindo desta forma retirar 300 órfãos daquele inferno.

Como resultado deste esforço de todos, cerca de 2.500 crianças foram adotadas por famílias dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e França. Um pequeno sobrevivente do acidente do avião C-5 foi adotado pela família do famoso ator Yul Brynner. O apoio de organizações humanitárias como a Holt International Children’s Services, Friends of Children of Viet Nam (FCVN), Friends For All Children (FFAC), Catholic Relief Service, International Social Services, International Orphans , Fundação  Pearl S. Buck e a CHILDHELP foram decisivas e essenciais não só para que a operação se tornasse politicamente viável, mas também para ajudar a alocar essas crianças em lares nos EUA.

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O que parecia ser o final feliz porém teve desdobramentos dúbios, pois, se por um lado a maioria  daquelas crianças eram realmente órfãs de guerra, por outro uma parte delas foi enviada por suas mães para que tivessem um futuro melhor no Ocidente. E houve também aquelas mães que , coagidas moralmente seja por pressão familiar ou qualquer outro triste motivo, foram forçadas a entregar seus filhos para adoção.

Passadas quatro décadas, ONGs como a Operation Reunite estão realizando exames de DNA para tentar reunir os órfãos à suas  famílias vietnamitas. Para as mães que ainda estão vivas, esta é uma dádiva sem preço.

CONCLUSÕES

 

É  preciso que se reflita sobre o drama das mães de Saigon porque, mesmo tendo se passado mais de 40 anos desde o fim da Guerra do Vietnam, a humanidade continua a produzir órfãos nas guerras da Síria, Iraque, Líbia, Afeganistão e tantas outras. É hora de pensarmos nas mães que ficaram viúvas ou perderam seus filhos, ou nos filhos que foram apartados de seus pais .

 Trata-se do momento de colocarmos a mão na consciência e pressionarmos os governos no sentido de abominarmos todas as guerras.

Ao menos pelas mães de Saigon, Aleppo, Cabul, Mossul , Bengazi e tantas outras . Porque a dor da perda não conhece bandeiras.

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Conheça a Operação Reunite :

http://operationreunite.wikidot.com/

PORQUE É IMPORTANTE FAZER PARTE DO GRUPO “AVIAÇÃO, INOVAÇÃO & GESTÃO”

O espírito de trabalho do grupo “Aviação, Inovação & Gestão” pretende ir muito além da mera divulgação de técnicas e práticas gerenciais consolidadas nas lides aeronáuticas. Temos a ambiciosa meta de (no sentido saudável) , através da criação de atmosfera plena de otimismo e visão de futuro, propor uma atitude transformadora que aprimore a comunicação entre as pessoas, melhore a produtividade das organizações e revise positivamente os processos de trabalho, tornando mais construtiva a vida do ser humano – este, o nosso grande objetivo fim.

Assim sendo, hoje vamos abordar melhorias que a engenharia aeronáutica trouxe para nossas vidas e muitas vezes nem nos damos conta.

E para ilustrar estes avanços, neste post vamos falar do seu carro, meu caro leitor.

Não é de agora que as inovações da aviação ajudam a melhorar a segurança e o desempenho da indústria automobilística. O hoje em dia tão comum ABS (Anti-lock Breaking System – Sistema Anti Bloqueio), que evita derrapagem dos pneus , já era uma realidade na aviação militar britânica desde aos anos 1950, foi adaptado a seguir pelos fabricantes de motocicletas , voltou à prancheta aeronáutica para ganhar componentes eletrônicos (sistema de freios do Concorde), chegando finalmente ao setor automobilístico nos anos 1970/80.

O filme exibido no final desta matéria mostra os testes com incêndio provocado/controlado em laboratório  para pneus de jato , evidenciando a importância de um sistema ABS para evitar que se chegue a este extremo.

O design (e a funcionalidade atrelada) das peças de aeronaves também encontram eco nos modernos automóveis, como pode ser observado na figura abaixo, o qual exibe a similaridade de design do sistema HOTAS (acelerador com múltiplas funções) de um caça Boeing F-18 com o cambio de um automóvel Audi A-4 modelo 2016, que segue a mesma filosofia de projeto :

 

                                                         Punho de aceleração de jato F-18 e cambio de Audi A-4: funcionalidade e ergonomia.

 

A mais recente  inovação aeronáutica a ser adaptada para as estradas é o sistema HUD (Head Up Display – Visor Acima da Cabeça), uma projeção holográfica de dados de performance essenciais que os pilotos veem no cockpit do avião. Apesar do preço proibitivo restringir seu uso aos automóveis de luxo no momento,  é uma tendência a se consolidar nos modelos mais populares. Nas ilustrações abaixo,  um HUD de avião Lockheed C-130 Hércules é comparado com o existente numa BMW E-60.

                                                               Visor HUD em avião Hércules e automóvel BMW:  racionalidade e segurança .

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Traga seus conhecimentos, aguce nossa curiosidade e, sobretudo, nos contamine com seu otimismo !

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O DIA DOS TRABALHADORES DA AVIAÇÃO – LEMBRANDO DOS PROFISSIONAIS NOS BASTIDORES

“A aviação é feita muito mais de alma e coração do que de alumínio aeronáutico e querosene”

                                    Robinson F. Casal

 

Quando se fala em profissional do setor aeronáutico, as pessoas logo associam a imagem  aos pilotos. Acabamos por nos esquecer que esta atividade é composta por centenas de outras categorias profissionais que dão sua imprescindível contribuição para que a mesma seja tudo o que é: segura, eficiente e confiável.

E é justamente dessa gente  que Você não vê que vamos falar hoje.

São esses verdadeiros ‘escudeiros” anônimos, homens e mulheres, civis ou militares, que consertam, controlam, projetam, dão assistência, fazem a comida ou a limpeza, cuidam da segurança, atendem no balcão, trabalham em escritório e apóiam os pilotos para que o vôo corra dentro da mais absoluta normalidade.

Os profissionais de pista por exemplo, trabalham sob sol, chuva ou neve, porque sua atividade (que é importantíssima) se dá em ambiente aberto.

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Nem sempre eles recebem o reconhecimento que deveriam.

Portanto, toda vez que você se deparar com estas pessoas, entenda que elas têm a mesma importância que os pilotos para que seu vôo seja seguro e agradável.

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http://www.robinsonfarinazzo.com.br/os-pilotos-de-chernobyl/

Assista o vídeo abaixo, que mostra o dia a dia de uma aeroporto e conheça um pouquinho mais da rotina destes trabalhadores.

OS PILOTOS DE CHERNOBYL

Esta semana  completam-se 30 anos do desastre de Chernobyl. Apenas para recordar, a infame  usina nuclear, localizada  na  cidade de Pripyat na Ucrânia, explodiu na madrugada de sábado, 26 de abril de 1986. Até hoje desconhece-se o número exato de vítimas, mas seguramente ultrapassa a casa dos milhares.

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Por estes dias está chegando ao Brasil o excelente livro “Vozes de Chernobyl”, da escritora bielo-russa (embora tenha nascido na Ucrânia) Svetlana Alexeievich, Prêmio Nobel de Literatura em 2015. O livro contém relatos pungentes das vítimas da  tragédia, e pode ser encontrado nas boas livrarias.

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Chernobyl é uma história triste onde se mistura incompetência, descaso e absoluta falta de transparência governamental. Mas, que paradoxalmente,  também evoca o melhor lado do ser humano, pois não foram poucos os voluntários a entrarem nos escombros terrivelmente radiativos da usina para conterem os danos e desta forma evitarem a perda de mais vidas humanas. Todos sabiam que seria uma missão extremamente perigosa, da qual muitos não retornariam. E que boa parte morreria de câncer nos anos seguintes.

São estas pessoas que pretendemos homenagear hoje. Os milhares de profissionais de todas as nacionalidades da ex-União Soviética que trabalharam na contenção dos danos de Chernobyl. Em especial, os pilotos de helicópteros que precisaram sobrevoar o reator a baixa altura para jogarem sacos de areia e argila com chumbo e boro. Foram mais de 4.000 voos, e estes tripulantes receberam doses maciças de radiação. Não se sabe quantos morreram em decorrência destas operações nos anos seguintes.

Veja abaixo os vídeos com as operações aéreas de selagem do reator de Chernobyl.

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 http://www.robinsonfarinazzo.com.br/o-pai-das-marinhas-nucleares/

 

O LEGADO DO DIA DA AVIAÇÃO DE CAÇA

Dia 22 de abril comemoramos o descobrimento oficial do Brasil. Esta também foi  a data escolhida para homenagear a aviação de caça brasileira.  Nesse exato dia, no ano de 1945, o 1° Grupo de Aviação de Caça (1º GAvCa) atingiu o ápice de sua participação na Campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

Muito já se foi dito sobre a participação brasileira naquela guerra, mas eu só quero destacar um ponto: o Brasil estava do lado correto do conflito. E não foi o lado certo porque se sagrou vencedor nem porque se tornou o mais forte ao longo do tempo, mas sim porque  foi a coalizão de países e idéias que moldou o mundo de maneira mais democrática nos anos que se seguiram aquela guerra.

 Era um flagrante contraponto às terríveis ideologias que o Eixo estava impondo nos países que ocupou.

Uma onda de liberdade varreu o planeta em 1945 e temos orgulho de nosso país ter dado sua colaboração para que a mesma vingasse. A própria configuração política brasileira mudou naquele ano, porque as forças armadas já não viam sentido na contradição de , havendo derramado sangue brasileiro em solo europeu para derrubar as ditaduras de lá, serem obrigadas a conviver com um regime de exceção em seu próprio país. E naquele mesmo ano deram fim aos 15 anos da ditadura de Getúlio Vargas.

Não foi pouco o que os jovens pilotos brasileiros fizeram nas terríveis condições do campo de batalha italiano, sob meteorologia inclemente e enfrentando o pesado fogo antiaéreo alemão (a temida Flak). Mas foi muito o que os nossos militares fizeram pelo País quando de seu retorno, ao redemocratizar o Brasil.

Pela memória dos  que tombaram em combate,  pela contribuição a causa dos Aliados e, principalmente, por sua contribuição a normalização do país em 1945, rendemos nossa sincera homenagem aos pilotos do “Senta a Pua”.

Que seus valores sejam sempre  os nossos.

Veja abaixo o sensacional documentário do diretor Erik de Castro que conta a história dos pilotos brasileiros na Segunda Guerra Mundial.

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UMA MENSAGEM ESQUECIDA DE PÁSCOA: AVIÕES, CHOCOLATES E SOLIDARIEDADE