A FOLHA DE SÃO PAULO ERROU . E NÃO PRECISAVA.

 

Hoje (17/08) o Jornal Folha de São Paulo, perpetrou gafe enorme em reportagem no caderno Mundo. A matéria em questão intitulada “ESTÁTUA DE CONFEDERADOS DÁ LUGAR À DE MULHER NEGRA EM BALTIMORE” tratava da retirada das estátuas de generais confederados em diversas cidades dos Estados Unidos.

Trata-se de uma saudável (e necessária) atitude progressista das autoridades americanas no sentido de reparar uma mancha na história dos EUA, que foi o viés escravocrata dos Estados Confederados na Guerra da Secessão (1861 a 1865).

 Até aí, ponto para a Folha.

O problema foi a legenda da foto que ilustra esta artigo, a qual classifica o General Robert R. Lee como detentor de pouca perícia militar.

Ora, pode-se dizer muita coisa para detratar o General Lee: que lutava pela causa errada – com o que terão razão; que tinha escravos (verdade) ou talvez até fosse ideologicamente escravocrata. E, até que cometeu alguns erros táticos. Mas, daí a menosprezar sua perícia militar, é empregar um recurso que faria a delícia de Josef Stalin, um contumaz apreciador de revisões históricas (desde que estas alinhassem os fatos a seu favor).

Não estaremos contribuindo positivamente para eliminar estas lamentáveis cisões que existem entre os americanos nem diminuiremos seu deplorável racismo se negarmos sua história.

O fato é que o sulista Robert Edward Lee, um homem extensamente biografado em seu país, e que é estudado até hoje em todas as academias militares sérias do mundo, foi provavelmente o general mais capaz da história do Exército dos Estados Unidos, tendo participado das 13 batalhas mais importantes da Guerra da Secessão, das quais venceu 6, perdeu 5 e empatou duas. Detalhe: quase sempre em inferioridade numérica frente ao adversário.

Como leitor, espero que a Folha tenha a cometido apenas um compreensível lapso de pesquisa, porque se o jornal realmente acredita na imprecisão que publicou, acabará por ter problemas de credibilidade mais cedo ou mais tarde.

Via de regra, jornalismo costuma dar-se muito bem com imparcialidade.

 

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