A ESSÊNCIA DO MILITAR É O ESPÍRITO DE MISSÃO/THE ESSENCE OF THE MILITARY IS THE MISSION SPIRIT

“Não nos pergunte do que somos capazes Deem-nos a missão”

(Do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil)

O governo britânico precisou dar uma rápida resposta à ocupação das Ilhas Falklands/Malvinas pelos argentinos em abril de 1982. À surpresa inicial, seguiu-se uma grande mobilização militar dos diversos setores das Forças Armadas de Sua Majestade, cabendo à Royal Navy (a Marinha Real) o comando das operações no Atlântico Sul. À RAF (Royal Air Force – a Força Aérea Real), coube inicialmente a missão de fornecer aviões Harrier GR-3 de decolagem e pouso verticais e seus respectivos pilotos para o papel nada convencional de operar nos porta-aviões Hermes , Invincible e em alguns porta contêineres civis requisitados.

Mas este papel não bastaria para a arrojada RAF. Ela queria aumentar seu quinhão de participação, sendo-lhe então determinado que realizasse ataques aéreos às instalações militares argentinas no aeroporto de Port Stanley, capital das ilhas. Missão mais fácil de falar do que de fazer, pois envolvia um voo de mais de 12.000 km sobre oceano (decolando da Ilha de Ascenção no meio do Atlântico), sobrevoando alvo defendido pelo inimigo e sem escolta de caças.

E a RAF cumpriu com dedicação e profissionalismo a missão que recebeu, atacando por 5 vezes as ilhas, naquelas que ficariam conhecidas como operações Black Buck. Uma delas , a de número 06 (duas foram canceladas por motivos diversos) ficaria famosa porque o avião (um velho Avro Vulcan construído nas décadas de 1950/60) teve que pousar em emergência no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro.

Fato é, seus pilotos, mesmo conhecendo todos os riscos envolvidos na operação, dedicaram-se à mesma com afinco, treinando o perfil da missão, modificando as velhas aeronaves e estudando à fundo o inimigo. Esta é a essência do trabalho militar, o chamado “espírito de missão’, o qual consiste em empregar todas as energias no preparo de homens e meios para concretizar a vontade política de seu país. Na paz ou na guerra, nenhum sacrifício é demais, tempo é o tempo que se tem (restando-lhes apenas a alternativa de torna-lo denso por ser bem aproveitado) e buscando-se extrair a melhor performance possível de homens e máquinas.

Espírito de missão vai muito além do profissionalismo, de vez que quando tudo o mais parece perdido, é dele que os soldados extraem forças para continuar em sua labuta sem esmorecer.

Norteados por esse espírito, homens e mulheres das Forças Armadas fazem uso seu profissionalismo, seu conhecimento técnico e sua preparação física para que as tarefas sejam compridas no prazo que lhes foi dado, com o mínimo custo possível para o contribuinte e envidando todos os esforços no sentido que não haja riscos para a integridade física dos civis e militares envolvidos no seu cumprimento.

E é esse grande diferencial que faz com que a sociedade tenha a certeza de que pode contar sempre com seus soldados !

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Assista nosso vídeo detalhando a preparação dos jatos Harrier ingleses para a guerra das Malvinas dentro do espírito de missão britânico:

THE ESSENCE OF THE MILITARY IS THE MISSION SPIRIT

“Do not ask us what we are capable of Give us the mission”

(From the Marine Corps of the Brazilian Navy)

The British government had to respond quickly to the occupation of the Falklands / Malvinas Islands by the Argentinians in April 1982. The initial surprise was followed by a large military mobilization of the various sectors of His Majesty’s Armed Forces, with the Royal Navy charge of operations in the South Atlantic. The RAF (Royal Air Force) was initially tasked with supplying Harrier GR-3 vertical take-off and landing aircraft and their respective pilots for the unconventional role of operating The aircraft carriers Hermes, Invincible and in some civil ships ordered.

But this role would not be enough for the bold RAF. She wanted to increase her share of participation, and was then determined to conduct air strikes at the Argentine military facilities at the Port Stanley airport, the capital of the islands. Mission easier to speak than to do, since it involved a flight of more than 12,000 km on the ocean (taking off from the Ascension Island in the middle of the Atlantic), flying over a target defended by the enemy and not escorted by fighters.

And the RAF fulfilled with dedication and professionalism the mission that it received, attacking for 5 times the islands, in what would be known as operations Black Buck. One of them, number 06 (two were canceled for various reasons) would be famous because the plane (an old Avro Vulcan built in the 1950/60s) had to land in emergency at Galeão airport in Rio de Janeiro.

Fact is, their pilots, even knowing all the risks involved in the operation, dedicated themselves to it with skill, training the profile of the mission, modifying the old aircraft and studying in depth the enemy. This is the essence of military work, the so-called “spirit of mission,” which consists in using all the energies in the preparation of men and means to realize the political will of their country. In peace or war, no sacrifice is too much, time is the time you have (only remaining the option of making it dense because it is well used) and seeking to extract the best possible performance of men and machines.

Mission spirit goes far beyond professionalism, since when everything else seems lost, it is from him that the soldiers draw strength to continue in their toil without fading.

Guided by this spirit, men and women of the Armed Forces make use of their professionalism, their technical knowledge and their physical preparation so that the tasks are long in the given term, with the minimum possible cost to the taxpayer and making all the efforts in the that there is no risk to the physical integrity of the civilian and military personnel involved in its compliance.

And it is this great differential that makes society sure that you can always count on your soldiers!

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